Abrigo Patas que Acolhem · Lisboa

Eles esperam uma mão que nunca chegou.

Dona Conceição rodeada pelos cães de rua que acolheu no abrigo Patas que Acolhem

Foram atirados de carros em andamento. Largados à beira da estrada quando deixaram de caber na vida de alguém. Apareceram à porta do abrigo a tremer de fome, com feridas abertas, com olhares que pediam desculpa por existir.

Hoje são mais de 40 cães — cada um com um nome, uma cicatriz, uma história que ninguém ouviu. Dormem em camas improvisadas, comem o que conseguimos juntar, esperam pacientemente que alguém, em algum lugar, decida que a vida deles também importa.

Não pedimos muito. Pedimos só que não desvie o olhar. Cada euro é uma refeição, uma vacina, uma noite quente — e a promessa de que ninguém aqui vai morrer sozinho.

A sua ajuda

Cada euro vira algo essencial.

Alimentação

Ração diária para cada cão.

Veterinário

Consultas e tratamentos.

Vacinação

Saúde e prevenção.

Abrigo

Um teto seguro e quente.

“Há cães que chegam até nós a arrastar uma corrente que era maior do que eles. Outros chegam já sem forças para abanar a cauda. E há aqueles que, mesmo depois de tudo o que lhes fizeram, ainda encostam o focinho à nossa mão a pedir colo.

É por eles que não desistimos. E é por si que ainda conseguimos continuar.”

Equipa Patas que Acolhem
Cães resgatados no abrigo
Voluntária a cuidar dos cães
Cães felizes no abrigo

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Depoimentos

Quem já ajudou conta a sua experiência.

Adotei a minha cadela aqui há um ano. Ver o trabalho da equipa, o cuidado que têm com cada cão, é o que me faz continuar a contribuir todos os meses.
M

Marta R.

Lisboa

Visitei o abrigo num sábado de manhã. Saí de lá decidido a apadrinhar dois cães. É um trabalho honesto, sem teatro, feito por quem ama mesmo os animais.
C

Carlos M.

Porto

São pequenos gestos que salvam vidas. Se cada um de nós der um pouco, tiramos mais cães da rua. Já recomendei a toda a família.
S

Sofia L.

Coimbra

Histórias reais

Por trás de cada focinho, uma vida.

Acolhido há 1 ano

Bento, 3 anos

Encontrámos o Bento numa zona industrial, escondido atrás de um contentor. Tinha as costelas à mostra e fugia de qualquer pessoa que se aproximasse — alguém, em algum momento, ensinou-o a ter medo. Demorámos semanas só para que aceitasse comer da nossa mão. Hoje dorme de barriga para cima e espera, todos os dias, por uma família que perceba que ele só precisa de tempo.

Acolhida há 8 meses

Mel, 6 anos

A Mel chegou no dia em que o seu tutor faleceu. A família não a quis. Durante semanas ficou junto à porta do abrigo, à espera, sem comer, a olhar para o portão como se ele fosse voltar. Ainda hoje, sempre que alguém chega, ela levanta a cabeça com aquela esperança quieta. Procura uma casa onde possa envelhecer sem voltar a ser esquecida.

Resgatada há 2 meses

Pipoca, 5 meses

A Pipoca foi encontrada dentro de um caixote do lixo, com mais quatro irmãos. Só ela sobreviveu. Chegou tão fraca que cabia numa mão. Hoje corre, salta, morde os atacadores de toda a gente e não sabe que esteve a horas de não existir. Procura a primeira família da sua vida — uma que nunca a deixe ir.